I. ASSASSINATO DO CAPITÃO LULU
O grande benfeitor de Pirapetinga (atual, Manhumirim), o Capitão Lulu, como era conhecido Luiz Quintino de Souza, não teve a dita de ver realizado seu sonho tão longamente acalentado. Empenhara seu prestígio político e fez tudo para que a Estrada de Ferro, parada em Alto Jequitibá, chegasse até Pirapetinga.
Veio a morrer, ainda cheio de vida e vigor, aos 48 anos de idade, no dia 18 de maio de 1914, em consequência dos disparos de arma de fogo, que recebeu em pleno dia, em uma tocaia, que lhe armaram no alto da Serra dos Correias. Ferido, conseguiu ainda chegar até à casa de um amigo, que o socorreu e o levou imediatamente para Carangola, à busca de recursos. Tudo em vão, e lá expirou.
Fora inspecionar a nova estrada para o Príncipe, que mandara abrir. Estava ainda exercendo o 2º mandato de Presidente da Câmara de Manhuaçu. Sua morte provocou uma consternação geral. Foi assassinado, não por causa da abertura da estrada, que passava pelas terras de José Rica, como se supôs. José Rica estava de pleno acordo com a locação da via, e os pés de café arrancados para a passagem da estrada foram indenizados.
A causa de seu assassinato era bem outra. Foi a morte de um filho de José Rica, a qual lhe foi falsamente atribuída. No dia do sepultamento, apareceu o autor do crime. O próprio criminoso, levado pelo remorso, inocentou ao Cap. Lulu, declarando que ele "morreu como uma criança de sete anos". Com sua morte, seu Vice, Antônio Wellerson, assumiu seu cargo de Presidente da Câmara.
Pesquisa: Professor Flávio Almeida
(Extraído do livro do Pe. Demerval Alves Botelho, p. 107)


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